. . Coronavírus: oportunidades

Carta do Gestor 

Coronavírus gera oportunidades de aplicação em Fundos de Ações

Começamos esta Carta do Gestor com a velha máxima do mercado: “compre na baixa e venda na alta”. E é isso que estamos fazendo nas carteiras que gerimos nesse momento de aversão ao risco global.

Estamos utilizando parte do caixa para reforçar alguns papéis e comprar novas ações que estão em “promoção” em razão da epidemia do coronavírus, que tem gerado expectativa de crescimento da economia mundial abaixo do projetado no início do ano.

Assim, o mercado viveu momentos de pânico em fevereiro deste ano. Durante o carnaval, quando o mercado financeiro no Brasil estava fechado, os mercados financeiros internacionais já estavam nervosos e, por isso, tiveram forte queda.

No dia 26/02, pós carnaval, a famosa quarta-feira de cinzas, foi vermelha para o mercado de ações no mundo e no Brasil. Nesse dia, o Ibovespa recuou 7%, maior queda desde o “Joesley Day”, em 18 de maio de 2017, quando o índice havia recuado 8,8%. Dia em que Joesley Batista gravou o ex-presidente Michel Temer em conversa suspeita de esquema de corrupção.

Nesse contexto de pânico, o Ibovespa recuou 8,4% em fevereiro e acumula queda de 9,9% em 2020, fechando aos 104.172 pontos, ante os 113.761 pontos de janeiro/20 (como no gráfico abaixo).

Fonte: Banco Central e B3

Conforme a tabela abaixo, podemos observar que a queda foi generalizada, com os setores elétrico e financeiro caindo menos.

Externamente, em fevereiro, viu-se forte aversão ao risco no mercado internacional por conta do coronavírus, fazendo com que as principais bolsas mundiais tivessem recuo similar ao mercado brasileiro no mês passado. Como exemplo, vejam que o índice Dow Jones, dos EUA, recuou 11,5% em fevereiro (ver tabela abaixo).

Nesse ambiente, o dólar bateu novo recorde de cotação nominal em relação ao real. A taxa de câmbio alcançou no fechamento do dia 28 de fevereiro R$/US$ 4,49. Isso em razão da valorização da moeda norte-americana em relação às outras moedas e por questões relacionadas ao cenário interno político e econômico (como no gráfico abaixo).

Fonte: Banco Central e B3

 

Desse modo, combinando a queda do Ibovespa e alta do dólar, a bolsa brasileira fica ainda mais atrativa para o investidor, dado que em fevereiro o índice “dolarizado” caiu 13,1% e no ano está com queda de 19,3%. Nesse primeiro momento, em um cenário de aversão ao risco, o investidor externo vende os ativos e pressiona o preço dos papéis para baixo. Quando volta a racionalidade, ele vê que algumas ações estão em “promoção” e retorna (como no gráfico).

Fonte: Banco Central e B3

Cenário Interno

Internamente, destaque para o ambiente político mais pesado, e que ajudou para a queda um pouco mais expressiva do índice por aqui.

Esse ambiente político mais carregado, decorre das declarações do presidente Jair Bolsonaro contra o congresso, criando um clima desfavorável para a aprovação de reformas importantes, como a administrativa e tributária, segundo a imprensa.

No ambiente econômico, o foco fica por conta do baixo crescimento esperado para economia brasileira, que tem sido revisado para baixo em função das questões internacionais (coronavírus travando algumas economias que estão em recuperação ou já caminhando para a recessão) e nacionais como a alta taxa de desemprego e a confiança das empresas e dos consumidores abaixo do desejado para economia crescer mais rapidamente.

O que fazer


Sugerimos aos nossos cotistas aumentarem seus investimentos nos nossos fundos de ações. Ter uma gestão profissional dos investimentos nesses momentos de pânico dos mercados contribui para conseguir resultados melhores, não deixando a emoção tomar conta das decisões.

Nessa hora é preciso “sangue frio” para não vender na baixa e perder dinheiro. Todavia, vale lembrar que o investidor deve avaliar a sua carteira e verificar sua exposição em renda variável, analisando o seu portfólio pessoal em termos de objetivos que combinem retorno, risco e liquidez.




Siga-nos no Twitter!